Olá a todas,
Esse estudo, "The Realities of Executive Coaching" publicado em Janeiro de 2009 (não tão recente) mas que eu quero compartilhasr com vocês, ou com aquelas que ainda não tiveram a oportunidade de acessar.
E ponderar, claro com minhas opiniões, que se pautam na minha experiência, minha vivência e principalmente, em alguns fenônemos que estamos presenciando e vivendo hoje, no dia a dia, nas empresas, na vida profisional, seja como empresárias, executivas, chefes e ainda como mães e cidadãs.
Tenho conversado com muitos executivos de grandes empresas, seja de hardware, software ou grandes fornecedores de TI, de bens de consumo, de serviços, de varejo, de industria e outros segmentos de mercado, e ainda com experientes e importantes executivos de grandes empresas de hunting e as constatações, percepções, fatos são muitos semelhantes.
Da geração dos baby-boomers para a geração dos anos 80 e para a geração de hoje (seculo 21) a que chamamos carinhosamente de Geração Y, essa geração do video game, da internet, do orkut, do imediatismo e tantos outros adjetivos, temos um gap interessante.
Seja por motivos culturais, maior poder aquisitivo/econômico dos pais, maior proteção e outros, a geração dos pais que criaram essa Geração Y cometeram inconscientemente alguns "exageros" na proteção que deram para seus filhos, porque foi uma maneira de compensar o que não tiveram dos seus pais. Compreeensível.
Já ouvi muitos amigos meus dizerem: "Estou aqui para facilitar a vida dos meus filhos". O que eu concordo, porque tenho dois filhos Geração Y (dois quais muito me orgulho)e entendo perfeitamente essa colocação, mas não podemos perder a noção de que precisamos PREPARAR esses filhos para assumir um lugar nesse Mundo competitivo.
E cuidar para nâo dar TUDO de "mão beijada".
E a globalização, a disseminação da internet(o mais poderoso meio de comunicação e também de quebra de paradigmas) trouxe alguns comportamentos, "problemas" que não tínhamos histórico, não tinhamos parametros para comparar, entender e não sabíamos como lidar com eles.
Bem, se isso só não fosse suficiente, as mudanças que ocorrem numa velocidade também do nível da internet, acentou alguns dos problemas que já conhecíamos mas não eram tão importantes, ou pelo menos não tinham o impacto que hoje é tão percebido e atual.
O RH como conhecido por todos os funcionários nas empresas, tinha um papel bem definido e "restrito" a algumas funções que atendiam muito bem aquela época. Cuidavam do recrutamento, da seleção, da folha de pagamento, dos benefícios e avançaram em planos de carreira, metodologias de avaliação de desempenho, premiação com bonus, etcs.
Porém, uma lacuna sempre "presente" mas um tanto implicita, ficava faltando no que dizia respeito ao melhor perfil de uma pessoa para aquela determinada função.
Eu lembro que há 20 anos atrás, um funcionário disciplinado, com iniciativa, com uma graduação e que tivesse um senso de liderança apurado, em pouco tempo se destacava e era promovido a gerente, diretor, mas não sem antes adquirir uma certa experiência dos processos, da gestão da empresa em que trabalhava, e comprovadamente acumular esse background.
Hoje, vemos que os RHs, por motivos globais, empresas multinacionais, comrpmissos com os resultados corporativos, escolhem fazer uma seleção muitas vezes pelo nome da Universidade que o candidato, ou mesmo o recem-formado tras no curriculum, sem se preocupar muito com experiência, perfil ou até mesmo entender se essa pessoa tem as caracteristicas necessárias de fato para a função. Basta ter um diploma da USP e ele passa para a "pilha" dos elegíveis.
Nota: Vale lembrar que ter um diploma de uma USP, ITA, UNICAMP, UNESP, São Francisco, Maua e outras de excelência reconhecida, não é pouca coisa não! mas só, não basta!
Na nossa área e TI, em principio de carreira, e essa minha opinião, é compartilhada por muita gente que entende MUITO mais do assunto do que eu, o RH quando seleciona/entrevista um candidato para uma vaga técnica, tem muito pouco conhecimento para realmente avaliá-lo.
Temos encontrado verdadeiras estórias de "horror" conversando com nossos pares em várias empresas, que não conseguem preencher as vagas porque o RH não encontra o candidato, e quando diz que encontra e o mesmo passa pela área que está contratando, é quase que 100% de reprovação. Um indice tão alto de falta de conhecimento das pessoas de RH, que acaba nos assustando.
Claro, um menino de 23 a 25 anos recem formado mesmo numa USP, ITA, UNICAMP e tantas outras Universidades comprovadamente de excelencia, não podem assumir postos de comando, gerencias, sem um minimo de preparo, de experiência.
Tenho relatos vividos por mim, e outros experimentados por vários executivos (que podemos deixar para contar em outra ocasião, porque daria por si, um capítulo) que são assustadores, e não por culpa do candidato/profissional que foi contratado, que na verdade entra numa "fria" sem saber, podendo mesmo comprometer sua carreira num inicio tão importante.
O que falta?
Vou falar pela nossa área de TI, uma área altamente expecializada, com tantos jargões quase desconhecidos dos profissionais de RH, que na verdade não podem avaliar e selecionar sozinhos esse tipo de profissional, onde além do diploma, a experiência é um item decisivo.
Toda educação é MUITO Bem Vinda, hoje uma graduação é pouco na verdade, ter uma USP no CV já é um diferencial e tanto, mas há de ser considerar experiência, talento, vocação, potencial de aprendizagem, e passar pelas etapas que não podem ser abolidas/puladas, porque o jovem Geração Y hoje, já quer entrar numa empresa e ser gerente, ganhar R$10mil reais/mês e ter a sonhada Qualidade de Vida!Quem não quer? rsrsrs
Mas, como tudo na vida, tem seu tempo, sua kilometragem, temos que experimentar, sofrer na pele, ficar noites sem dormir, dar duro, antes de se qualificar para asumir comandar gente, comandar negócios, responder por metas e resultados e muito mais, conhecer de gestão empresarial, ter uma ampla visão de como funciona esse Novo Mundo Globalizado.
E além da Geração Y, no dia a dia das empresas, os profissionais tem que ser treinados, capacitados para assumir novos postos, novos desafios, e precisam de ajuda.
Assim, nesse estudo que quero compartilhar com vocês, realizado pela HBR e com a contribuição de vários e excelentes profissionais, uma coisa me chamou muito a atenção:
-na ultima página (pg. 32) tem um grafico que diferencia de forma importante o que é:
Consultoria, Coaching e Terapia.
Vale a pena ler!
E reforçar a crença que torcemos para que o coaching consiga realmente colocar o "pingo" que falta no gap entre RH e a escolha do profissional certo para a função certa dentro daquela Organização!
Aquele profissional da área de RH que entender de gente, de negócios, de governança corporativa, de globalização, com certeza, fará a diferença para preparar os executivos que construirão um futuro SMART, Sustentável e quiça com mais Esperança!
Enjoy!
Acessem os links abaixo e Boa leitura!
Aguardo os comentários de vocês e esse assunto é VIVO, não é estático, está em evolução diária!
E que as empresas reflitam mais sobre como "Atingir seus resultados através de profissionais cada vez mais talentosos, capacitados, preparados e globalizados, sem esquecer do maravilhoso Ser Humano que existe em cada um de nós".
http://www.reidyassociates.org/pdfs/Executive%20Coaching%20Realities.pdf
http://www.slideshare.net/rambu/hbr-coaching-research-2009-jan
Abraços a todas,
Miriam Vasco
Presidente
Cloud Computing ontem e hoje…
5 horas atrás


